Agarre o volante!

Saltos, investidas à rede, smashs, amortis, lobs, o badminton e o ténis são semelhantes até na utilização das mesmas expressões. O badminton pratica-se, no entanto, num terreno menos comprido e mais estreito com uma rede mais elevada. As deslocações e a tática são, portanto, diferentes, mas complementares. Explicações:
Um desporto explosivo! O badminton, é uma combinação incessante de saltos, de passos de ajuste e de investidas à frente ou para o lado. O corpo deve reagir constantemente à trajetória do volante. Os músculos dos glúteos, tal como os abdominais ou os dorsais são submetidos a intensas repetições em curtos períodos de tempo. Este trabalho de explosividade reflete-se no ténis por uma melhoria do dinamismo e da capacidade de fazer reagir o corpo em consequência da pancada de jogo do adversário.
Coordenação e flexibilidade! Desporto rápido onde as trajetórias do volante necessitam de ajuste permanente das pernas, o badminton exige uma adaptação muito rápida dos seus movimentos/deslocações para realizar o movimento correto. O badminton permite esse desenvolvimento da coordenação, mas também da flexibilidade do corpo. Aplicados ao ténis, estes dois critérios permitem um ajuste muito mais preciso e reforçam a aceleração das pancadas graças à flexibilidade desenvolvida na parte superior do corpo.
Faça o vólei perto do volante! Para 1h de badminton a distância percorrida em media é de 5 a 6 km. As deslocações são leves, quase voos. Uma vantagem considerável em relação ao ténis, especialmente no alívio antes da pancada. Essencial para uma boa colocação.
Sabe de onde vem o badminton? O badminton é originário das Índias onde se chamava “poona”, um entretenimento jogado com uma bola leve e uma raquete. Em 1873, os ingleses oficializaram-no na cidade com o mesmo nome (Badminton!), mas como não tinham bola, eles amarraram penas a uma rolha de champanhe e assim nascia o volante.
Muscule o seu coração graças ao squash!
3 paredes, 1 parede de vidro: estes são os limites do campo de squash. 62 m² para correr, fletir, refletir e bater na pequena bola preta. Considerado como um dos desportos mais “comilões” de calorias, o squash é também um exercício cardiovascular eficaz, é um complemento perfeito do ténis.
Trabalhe a endurance e a explosividade! Movimentação, posicionamento, reposicionamento, estas 3 palavras são essenciais na prática dos desportos de raquete, mas ganham dimensão quando falamos de squash. O coração vai trabalhar a parte aeróbica (a endurance), mas também a anaeróbia (a explosividade) para responder à intensidade das trocas. Uma contribuição substancial para o ténis, a recuperação entre os pontos será melhor e mais eficaz. Manter-se lúcido e fresco fisicamente no seguinte ponto será facilitado por esta capacidade de recuperação.
Desenvolva a acuidade visual (o olho!)! O squash é um desporto rápido. A bola desloca-se entre 10 e 200 km/h em média (280 km/h para a mais rápida) e mede apenas 40 mm de diâmetro. O olho está sujeito a uma prova difícil. Ele adapta-se e trabalha sem cessar numa visão a 360°. Este trabalho reflete-se no ténis de forma considerável: a bola de ténis tem trajetórias mais retilíneas e a sua velocidade é menos elevada, portanto o olho antecipa melhor as pancadas e permite-lhe deslocar-se mais facilmente.
A resistência ao esforço! Os bravos não têm descanso! Faça pancadas e pontos em cadeia, os esforços contínuos do squash vão permitir-lhe trabalhar a resistência física. Cada vez mais resistente, vai fazer a diferença no campo pela sua capacidade de fazer pontos e jogos uns atrás dos outros.
Sabia que? São queimadas em média 900 calorias por 1h de squash, o que o torna num dos desportos mais consumidores de energia, mas também num dos desportos mais saudáveis que existe.
Para ganhar é preciso precisão!

Nascido no México em 1974, o padel é exportado para Espanha onde se torna em poucos anos num dos desportos mais populares com mais de 8 milhões de jogadores. O padel, é um terreno de 20 m de comprimento por 10 m de largura fechado. Os pontos podem ser muito longos. A meio caminho entre o badminton, o squash e o ténis, este desporto hispânico torna-se um esporto complementar ao ténis:
Jogue em equipa! Em 2 contra 2, o padel é um desporto de equipa onde a coordenação é essencial. Encontrar essa coordenação num campo de ténis, quer seja a pares ou singulares, roporciona uma melhor precisão nas pancadas executadas.
Saltos, investidas à rede, sem ajuste, vóleis, smash, jogo à frente, defesa! Estão todas as condições reunidas para trabalhar o seu jogo de pés de forma intensiva. Este trabalho terá repercussões na sua prática do ténis.
A precisão! Acabar um ponto no padel é mais complicado que no ténis, ser paciente e dar a pancada certa no local certo é essencial para ganhar o ponto. É necessário ser preciso para destabilizar os 2 adversários. Esta paciência e esta precisão aplicam-se perfeitamente à prática do ténis. Leve tempo para construir o seu ponto de modo a concluí-lo com mais facilidade.
Sabia que? O ponto de padel mais longo da história durou 2 minutos (80 trocas).



